Novo leilão fará rede 4G do Brasil ser compatível à dos EUA e 19 países

Alexandra Marques
Por Alexandra Marques agosto 22, 2014 11:36

Novo leilão fará rede 4G do Brasil ser compatível à dos EUA e 19 países

O novo leilão de banda larga móvel de quarta geração destinará ao 4G brasileiro faixas que tornarão a rede do país compatível com a de outros 20 países, inclusive a dos Estados Unidos, segundo levantamento  no banco de dados da 4G Américas, associação de operadoras que monitora a adoção da tecnologia pelo mundo. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) publicou nesta quinta-feira (21) o edital do leilão, que será realizado em 30 de setembro.

Os seis lotes da frequência de 700 Megahertz (MHz) renderão ao governo, pelo menos, R$ 7,7 bilhões. As faixas do espectro são como rodovias por onde os dados trafegam. Por enquanto, os dados do 4G no Brasil são transmitido pela frequência dos 2,5 Gigahertz (GHz), que foi leiloada em 2012 e rendeu aos cofres públicos R$ 2,9 bilhões, um ágio de 31,27%. Hoje, a estrada dos 700 MHz não está livre: circula por ela o sinal de canais de TV. Por isso, as empresas que levarem cada lote do 4G terão ainda que pagar a retirada desses serviços, o que deverá resultar custos extras estimados pela Anatel em R$ 3,6 bilhões.

A tecnologia utilizada no Brasil para banda larga móvel de quarta geração já é a mesma de outros 45 países pelo mundo, como a vizinha Colômbia, o Japão e os europeus Alemanha, França, Portugal e Espanha. Isso quer dizer que smartphones ou tablets com tecnologia 4G comprados no Brasil também acessarão a rede de banda larga móvel desses países. Aparelhos 4G comprados nesses países também funcionarão na rede brasileira.

Na frequência dos Estados Unidos
Com a abertura da faixa dos 700 MHz para o 4G, 20 países passarão a ter rede compatível com a brasileira, aponta o levantamento . Entre eles estão os Estados Unidos, o maior destino de turistas brasileiros. A lista inclui também Bolívia, Porto Rico, Nova Zelândia, Irlanda, Croácia e Líbano.

Desde que o 4G começou a ser implantado no Brasil, em abril do ano passado, 18 países passaram a destinar a faixa dos 2,5 GHz para a internet de alta velocidade de quarta geração. Um deles foi a China, onde pacotes 4G passaram a ser vendidos em dezembro de 2013.

Em alguns casos, a adoção do 700 MHz no Brasil fará com que a compatibilidade seja reforçada, pois, além dessa faixa, os países já utilizam a dos 2,5 GHz. Será o caso, por exemplo, de Rússia, da Alemanha e Portugal.

Mais alcance
Em comparação às velocidades do 3G, as taxas de conexão do 4G chegam a ser até dez vezes maiores. Enquanto o máximo alcançado pelo primeiro é 21 Megabits por segundo (Mbps), a nova tecnologia chega a oferecer até 100 Mbps e apresenta médias de 50 Mbps.

As faixas destinadas ao 4G possuem diferenças entre si. Enquanto a frequência de 2,5 GHz transporta dados mais pesados, a de 700 MHz cobre territórios mais amplos. Isso ocorre porque quanto maior a frequência, menor seu alcance e maior a sua potência.

A diferença na capacidade de cobertura também afeta a instalação de infraestrutura. Para cobrir uma mesma localidade, são necessárias mais antenas na faixa de 2,5 GHz do que estações de rádio-base de 700 MHz. É isso que torna a frequência que será leiloada em setembro tão atrativa comercialmente.

Qual a velocidade do 4G?

Na teoria, o padrão LTE suporta velocidades de até 100 Mbps. Mas esse é o máximo teórico da tecnologia e só é alcançado em condições muito específicas. Na prática, a velocidade real das redes 4G brasileiras deve ficar entre 5 Mbps e 12 Mbps, segundo a consultoria Teleco. Nas redes 3G e 3G+ atualmente em funcionamento no Brasil a velocidade real costuma ficar entre 1 Mbps e 3 Mbps.

Em que cidades brasileiras o 4G está?

Cumprindo o cronograma estabelecido pela Anatel, as quatro operadoras de telefonia que operam no Brasil (Oi, Claro, Vivo e TIM) estrearam seus serviços nas seis cidades-sede da Copa da Confederações: Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Salvador (BA), Recife (PE) e Fortaleza (CE).

Além disso, também contam com redes 4G de algumas operadoras as cidades de São Paulo (SP), Campos do Jordão (SP), Paraty (RJ), Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS).

Quanto custa o acesso a redes 4G?

A cobrança do 4G é sempre atrelada à quantidade de dados baixados pelo usuário. Para planos de 5 GB de dados mensais, o valor médio cobrado é de R$ 100. As operadoras oferecem planos para franquias de dados de 500 MB (TIM) até 20 GB (Vivo). Quando o usuário ultrapassa o limite de dados do plano, a velocidade é reduzida para valores entre 100 Kbps e 300 Kbps, dependendo da operadora e do plano.

Quais aparelhos 4G estão atualmente no mercado?

Os aparelhos 4G atualmente à venda no mercado brasileiro são BlackBerry Z10, Nokia Lumia 820,Nokia Lumia 920, Samsung Galaxy S4, Samsung Galaxy S III, Samsung Galaxy Express, Sony Xperia ZQ, Motorola Razr HD e LG Optimus G.

O iPhone 5 também tem uma antena 4G e acessa esse tipo de rede em alguns países. O aparelho, porém, não é compatível com o padrão 4G adotado no Brasil. Por isso, o aparelho da Apple funciona apenas em redes 3G ou 3,5G (HDSPA+) no País.

Vale a pena optar pelo 4G?

Órgãos como Procon e Idec recomendam cautela ao contratar um plano 4G. Como a rede 4G ainda está em seus primeiros dias e a cobertura é escassa, a migração vale basicamente para quem realmente precisa de velocidade em sua conexão de celular e mora ou trabalha em regiões centrais das cidades com cobertura 4G.

Atividades como navegação na web e leitura de e-mails já funcionam bem em redes 3G de boa qualidade e não sofrem grande impacto com a mudança para o 4G. A mudança é mais indicada para quem quer ou precisa ver vídeos com alta qualidade ou baixar e enviar arquivos grandes.

Um aparelho 4G comprado no exterior funcionará no Brasil?

Na maioria dos casos, não. Diferentemente do que ocorre no 3G, as frequências usadas no padrão 4G variam bastante de um país para o outro. O Brasil usa a banda 7 (frequências entre 2.500 MHz e 2.700 MHz), usada atualmente apenas no Chile e por algumas operadoras canadenses. Mesmo nesses países há pequenas variações na frequência exata de cada operadora. Por isso, de modo geral, não é aconselhável contar com o 4G de um aparelho comprado no exterior.

Fonte: IG e G1

Alexandra Marques
Por Alexandra Marques agosto 22, 2014 11:36
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